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domingo, 3 de outubro de 2010

Editorial - Edição 76 - 16 a 30 de Setembro de 2010

QUANTO VALE A VIDA?

   Não há bem maior que a vida. Não há preço que recompense a perda de alguém. Diariamente, nos noticiários assistimos ao caos que assola a saúde pública de nosso país. Crianças, jovens, adultos e idosos morrem às centenas, por falta de atendimento ou colapso da rede hospitalar.
    O que era um problema exclusivo da rede pública, também atinge as redes e os hospitais particulares. É notório que o dinheiro é maior problema nos dois setores. No setor público, o problema é a falta de dinheiro, que desemboca nos ralos famintos da corrupção e não chega aonde deveria chegar, na quantidade em que deveria chegar.
    Na rede privada o problema também é o dinheiro, mas o foco é bem diferente. Os convênios, pagos por pacientes saudáveis ou não, são a fonte de recursos das operadoras. Nelas, pode não agir a corrupção, mas age a ambição desenfreada pelo lucro. A ordem é economizar mais, para lucrar sempre mais!
    Nos dois casos, percebemos que a vida tem ficado em segundo ou terceiro planos. O que importa é dinheiro no bolso, dos políticos corruptos ou dos médicos mercenários.
    Esse é o sistema capitalista, que transforma tudo em mercadoria, até mesmo a nossa vida. Médicos desmotivados ou mal remunerados já nem se lembram  do juramento de hipócrates. Resta-nos, como meros mortais, tentar sobreviver às mãos dos hipócritas!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A Vida Social Gavionense



Editorial - Edição nº 75 - 01 a 15 de Setembro de 2010.

Vida social é um padrão de comportamento que envolve o indivíduo e a sociedade, caracterizado pela suas inter-relações. Por sua vez, essas inter-relações podem acontecer em vários âmbitos da vida em comunidade.
    Quero discutir aqui, com você que me lê, um setor precário de nossa cidade: as opções de lazer e eventos à disposição do nosso povo.
    Não é um problema recente. Há muito tempo a nossa convivência social depende de eventos realizado pela Prefeitura e de iniciativas de algumas pessoas que proporcionam bailes e festas à população. Podemos citar o exemplo do Gavião Futebol Clube, que durante muito tempo proporcionou aos nossos cidadãos lazer e diversão, com  grandiosos bailes, rodeios, shows e carnavais de fazer inveja a várias cidades da região.
    Porém, a partir da década de 90, a decadência do nosso principal ponto de encontro comunitário decretou a estagnação dessas importantes atividades
sociais em Gavião.
    Também não é de hoje, que se tem como saída, uma possível “municipalização” do Clube, resgatando os serviços de lazer e entretenimento, tão carentes em nossa cidade.
    Contudo, desde a emancipação (em 1995), nossos políticos fecham os olhos para esse nosso grave problema social.

domingo, 5 de setembro de 2010

Apertando os Cintos!

    
 EDITORIAL - EDIÇÃO Nº 74 - de 16 a 31 de Agosto
     Já é fato, embora desconhecido de boa parte da população, que a Prefeitura começa a apertar os cintos e reduzir as despesas. É preciso muita seriedade, critério e tarimba para lidar com o encolhimento do orçamento.
     Na verdade, até aqui, a atual administração tem feito um bom trabalho para a comunidade gavionense, embora tenhamos pago um alto preço para isso.
    Há quem defenda, na base aliada, que o ex-prefeito tenha deixado muita “herança maldita” para os atuais governantes. Porém, as mesmas pessoas não se referem aos quase 6 milhões deixados em caixa por Alexandre, quando deixou a Prefeitura.
    Muito do que o governo Roni conseguiu realizar (e não realizou pouco), se deveu a essa reserva considerável, que agora começou a ralear.
    O inchaço da máquina pública com várias contrações, o aumento significativo de salários do primeiro escalão e a criação das Secretarias contribuíram com esse quadro. Vem aí o tempo das vacas magras! Sem dinheiro sobrando em caixa, Roni e seus comandados terão que mostrar jogo de cintura e competência para domar o bicho-de-sete-cabeças que é administrar com poucos recursos.
    Terão que cortar despesas, serviços e enxugar a folha de pagamento. Já vivemos isso durante o governo Goy, mas, Alexandre  venceu e assumiu cortando despesas. Esperamos que possam dar a volta por cima e deixar dinheiro em caixa, ao saírem.